A série fotográfica chama atenção para a fragilidade e a beleza das ruas e construções emblemática do Centro Histórico, tombado pela Unesco
Um dos convidados do “Seminário 180 Anos da Chegada da Fotografia a Minas Gerais”, o fotógrafo e ambientalista Mário Barila acaba de produzir um ensaio fotográfico em homenagem a Diamantina, uma das cidades mineiras tombadas pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade. As imagens serão comercializadas para levantar fundos para o Projeto Água Vida, criado por ele para promover e apoiar ações educativas e socioambientais.
A série fotográfica de Diamantina retrata a beleza de alguns dos mais emblemáticos e intrigantes cartões postais da região, reverenciados por grupos de bailarinas locais. Um dos cenários escolhidos foi o Centro Histórico, com as ruas de pedra e construções da era colonial. Destaque para a majestosa Casa da Glória, construída entre os séculos XVIII e XIX, interligando duas residências da rua do mesmo nome. Com movimentos suaves e graciosos as bailarinas Laura Alvarenga, Pietra Tangari, Maria Clara Soares e Laura Barbosa enaltecem a edificação, também conhecida como Passadiço da Gloria, que se tornou símbolo da campanha de tombamento pela Unesco.
O ensaio tem como proposta chamar a atenção da sociedade para a beleza e a fragilidade das cidades históricas, constantemente ameaçadas pelas ações do tempo, de vandalismo e até pela degradação ambiental. “Esses Patrimônios da Humanidade guardam tesouros arquitetônicos e culturais que até hoje são alvos de estudo e fascinam visitantes do Brasil e do mundo, por isso precisam ser preservados”, afirma.
Imagens e ações que clamam pela preservação – A produção fotográfica na cidade histórica mineira complementa o projeto socioeducativo de Mário Barila, que contou ainda com ações voltadas para conscientização ambiental, como plantio simbólico de árvores e exposição de fotos.
Até 30 de junho, Barila estará com suas obras na mostra Brasil Vivo, em cartaz no Lapidário das Artes. A mostra faz parte do evento comemorativo dos “180 Anos da Chegada da Fotografia a Minas Gerais”.
A exposição reúne 50 imagens assinadas pelo ambientalista, em quadros e projeções, que revelam as belezas naturais e realidade dos ecossistemas das cinco regiões do país e a vida da população que tiram seus sustentos do litoral brasileiro.
Com seu Projeto Água Vida, o fotógrafo e ambientalista vem contribuindo ao longo dos anos com diversas iniciativas preservacionistas em Minas Gerais. Entre as ações apoiadas está a de recuperação de áreas atingidas por acidentes ambientais, como o rompimento da barragem na região de Brumadinho e Mariana (MG). Nos últimos anos, Barila vem contribuindo ativamente com a restauração das obras paisagísticas de Burle Marx, em largos do centro histórico de Tiradentes (MG), participando de plantio e doação de mudas.
Projeto Água Vida – Desde 2014
Criado pelo fotógrafo e ambientalista Mário Barila, a iniciativa tem como objetivo desenvolver e realizar ações em prol da preservação e educação ambiental, além de resgate de cidadania, destacando a importância vital da água para a vida do planeta. As ações são financiadas com a venda de suas fotos e doações de parceiros.
Economista de profissão, Mário Barila passou a se dedicar à fotografia, sua paixão desde a adolescência. Ao se aposentar, especializou-se na arte da fotografia com o renomado fotógrafo Araquém Alcântara, famoso por retratar a fauna e flora brasileira.
Sensibilizado com pessoas em situação de extrema pobreza e as questões ambientais encontradas em suas viagens pelo Brasil e exterior, Barila resolveu usar a fotografia para apoiar as causas socioambientais. É através de sua câmera que ele registra fotos da natureza ameaçada pelo homem, espécies em extinção, a realidade das comunidades locais, assim como a luta pela preservação da vida e do planeta.
Os interessados em conhecer mais sobre as atividades do Projeto Água Vida e contribuir com as ações de Mário Barila podem acessar o blog do fotógrafo ou a página no Instagram/ @mariobarilafilho.