As ações incluem apoio ao evento do Instituto Tempo de Plantar, melhorias no viveiro de mudas de reflorestamento e ensaio fotográfico para financiar iniciativas em prol do meio ambiente
Com o objetivo de chamar atenção para a importância da preservação do Cerrado – o segundo maior bioma brasileiro, que ocupa 22% do território nacional -, o fotógrafo e ambientalista, Mário Barila, vai a Brasília (DF) com o seu Projeto Água Vida, de apoio às ações socioambientais, na semana em que se comemora o Dia Nacional do Cerrado (11 de setembro).
No dia 9 de setembro, às 9h, o Projeto Água Vida e Associação Amigos da Floresta (AAF) – instituição sem fins lucrativos, certificada pelo Ministério da Justiça, criada para promover, incentivar e apoiar a sustentabilidade – promovem, no Viveiro Flora do Cerrado, uma exposição fotográfica coletiva com obras de Mário Barila e de vários fotógrafos, e atividades de conscientização ambiental para crianças.
No dia 14 de setembro, das 9h às 12h, o fotógrafo participará das atividades do “Cerrado seu Lindo”, organizado pelo Instituto Regenerativo Tempo de Plantar, com apoio do Projeto Água Vida. O evento, que dá largada para o Dia de Plantar 2025, movimento criado para convidar a sociedade a plantar árvores em dezembro, no período de chuva, acontecerá no Parque da Cidade.
A programação contará com cerimônia de plantio de árvores, distribuição de sementes, roda de conversa e outras atividades de educação ambiental, com a participação de alunos das escolas locais e da comunidade. Para a ação, o Água Vida vai doar sementes de espécies nativas do Cerrado, que serão distribuídas gratuitamente para os participantes do evento.
Novos viveiros de mudas para reflorestamento – O Projeto Água Vida também ampliará a estrutura dos viveiros de plantas nativas da região Centro-Oeste do país da AAF, com a doação de telas de cobertura e insumos, para produção de mudas. A nova cobertura permitirá a AAF aumentar a produção de mudas, destinadas aos trabalhos de reflorestamento das áreas degradadas, em oficinas e manejo do meio ambiente.
Também serão fornecidos insumos para montagem de um viveiro de mudas na dependência da Associação Cerrado de Pé, entidade de preservação ambiental que atua na Chapada dos Veadeiros, formada por agricultores familiares e coletores de quilombolas e assentados. A associação, que atua na coleta e fornecimento de sementes nativas para reflorestamento, passará a cultivar também mudas de árvores, especialmente o Cedro Rosa (espécie em extinção), com a instalação de um viveiro. Assim como as sementes, os pés de árvores do Cerrado serão destinados à recuperação de áreas degradadas do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no programa de educação ambiental e capacitação de jovens para o plantio de árvores em áreas de restauração.
De acordo com Barila, a ação reforça a parceria do Projeto Água Vida e Associação Cerrado do Pé, que começou com a doação de recursos para montar o primeiro galpão de armazenamento e processamento de sementes usadas na recuperação de áreas destruídas pelo incêndio, que consumiu boa parte do parque. “Todas essas iniciativas foram financiadas com a venda das fotos”, afirma.
Para levantar fundos para outras ações ambientais, o fotógrafo produzirá um ensaio fotográfico em homenagem a Brasília, encenado pela bailarina Isabele Azenha. A série vai retratar a bailarina em ação nos principais cartões-postais da capital, destacando os tesouros arquitetônicos projetados por Oscar Niemeyer e outros grandes nomes da arquitetura e paisagismo brasileiros.
A escolha de Brasília para ação do Projeto Água Vida, segundo Barila, se deve à situação alarmante do Cerrado, que já é o bioma mais desmatado do país, com cerca de 50% da área de vegetação degradada, de acordo com os dados do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais. As queimadas, estiagem prolongada causada pelo aquecimento global e intervenções humanas na região ameaçam o ecossistema local, que conta com grandes reservas subterrâneas de água, responsável pelo abastecimento das principais bacias hidrográficas do país, e abriga mais de 11,6 mil espécies de plantas nativas, 199 de mamíferos, 837 de aves, mais de 1 mil de peixes, 180 de répteis e 150 de anfíbios.
“Com essas ações, queremos contribuir com a recuperação do Cerrado, seja com algumas árvores plantadas e fornecendo mudas de reflorestamento para quem quer engajar nessa luta”, finaliza.